Cirurgia Refrativa - O porque deste post
A intenção deste post é mostrar as cirurgias refrativas ao longo do tempo e em especial alertar para os cuidados desta cirurgia em que tanto se fala bem durante décadas e onde poucos relatam as dificuldades adquiridas em pós operatórios deste tipo, quais exames fazer antes e quais conservar ao longo dos anos.
Eu era uma míope deste tipo aqui:
Eu me sentia acessório dos óculos. Ficar sem eles nem pensar! Me lembro que tinha algo em torno de 10 de miopia e uns 3 de astigmatismo. Sempre foi assim desde pequenina. Mamãe disse que eu comecei a usar óculos com 4 anos e aos 25 anos não agüentava mais.
Nesta época no Brasil estava surgindo as cirurgias refrativas, caríssimas e não cobertas por planos de saúde. Duas amigas com alto grau, tinham se submetido a fazê-las e tiveram resultados muito bons. Isto me animou.
Vale ressaltar que nesta época as cirurgias deste tipo eram feitas com um bisturi diamantado, anestesia local e a minha foi realizada na própria clínica. Não vou divulgar qual ou o nome do médico pois a intenção não é esta, pois o procedimento foi sendo aperfeiçoado ao longo dos anos e hoje contamos com outras técnicas e exames pré-operatórios que na época não existiam.
Minha cirurgia conta com 16 incisões radiais. A lembrança que tenho é que no olho direito não obtive reações anormais: nem muita dor ou ardência, algum lacrimejamento e sensação de olho seco e sensibilidade a luz (reações consideradas normais). Os medicamentos usados eram colírios pingados de tempos em tempos algumas semanas.
Já o olho esquerdo… todas as sensações acima estavam duplicadas ou triplicadas. Foi extremamente doloroso. Até a completa cicatrização estes sintomas persistem. Fiquei com grau residual de 1,25 de miopia e 1,0 de astigmatismo.
Para mim foi a glória, pois no dia a dia o óculos nem fazia falta. Somente o utilizava para dirigir ou pegar ônibus. Mas com o passar dos dias ia notando algumas diferenças especialmente ao dirigir e em especial durante a noite.
Aí que reside toda a criação deste post, descobri que hoje minha visão que ainda mantêm um resíduo de miopia (1,25) e astigmatismo (2,0) e que MESMO com correção, alcança somente 20/30. Mas que é essa coisa de 20/30? Esta explicação fica pro próximo post.
A outra coisa importante para se falar é nas conseqüencias do pós operatório, exatamente aquelas que quase ninguém fala. Conseqüencias extremamente graves e que são ocasionadas por diversos fatores desde erros de cálculos, falta de exames específicos, infecções, inflamações, fibroses, sensibilidade aos componentes dos medicamentos, não usar os medicamentos prescritos com extremo rigor e nos horários corretos, sua capacidade de regeneração epitelial…enfim, muitos fatores podem contribuir para uma operação bem sucedida ou não, ressaltando que não é apenas a competência do profissional.
Estas reações advindas da cirurgia também explicarei em detalhes tb em outro post.
Bjos!


